Emergência habitacional em São Paulo: Uma análise da crise de moradia sob a perspectiva da produção autogestionária e da luta contra despejos e remoções forçadas
O texto analisa as estratégias adotadas pelos movimentos de moradia no Brasil, com foco especial na União dos Movimentos de Moradia de São Paulo (UMM-SP), no contexto das crises econômica, social, política e sanitária recentes no Brasil. Duas principais abordagens de atuação desses movimentos são destacadas: a promoção da autogestão habitacional e a luta contra despejos e remoções forçadas. Essas estratégias refletem as complexidades do debate sobre o acesso a uma moradia digna e aos direitos à cidade, emergindo da constatação de uma persistente crise habitacional no país.
O texto ressalta como essas abordagens não apenas buscam resolver questões imediatas de habitação, mas também abordam reivindicações históricas dos movimentos de moradia, tocando em aspectos estruturais e do cotidiano da vida contemporânea. A luta pela autogestão é apresentada como um desafio ao modelo de sociedade individualista, enquanto a resistência contra os despejos combate práticas excludentes de produção urbana, marcadas por um modelo econômico que marginaliza certos grupos sociais.
Cite this publication
Available at https://www.iied.org/pt-br/22588iied